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quarta-feira, março 25, 2009

Só mais uma?

Só mais uma! Só mais uma!

Pronto, pronto, eu conto só mais esta recordação por hoje, só porque insistiram tanto, vá lá: merecem.

Esta recordação envolve: Vanda Maria, sala de aula, iogurtes.

A Vanda Maria sempre foi assim muito estouvadinha, diabo da rapariga sempre de cabeça no ar e sem atenção nenhuma a nada das coisas dela.

A Vanda Maria chegava à sala de aula, ia sossegada para o seu lugar, tirava os livros da "pasta" (não tive uma mochila na escola primária, tinha uma pasta!), tirava o caderno OU de debaixo da mesa OU de dentro da pasta (caso tivesse levado alguma palavra estilo "ao" para corrigir (leia-se escrever 500 vezes "ao" sem pôr til), tirava o estojo, a cola, tudo e tudo e tudo e deixava a pasta ali completamente esventrada e sugada de conteúdo ... bem.. completamente não, completamemnte era o que eu achava sempre (burra!!).

Quando é que eu descobria que não estava completamente vazia? Quando?

Quando me levantava para ir ao quadro, pisava a pasta e ouvia qualquer coisa semelhente a "crcchhploc" e me lembrava que o iogurte ainda estava lá dentro. Depois da minha pisadela já não estava na embalagem mas sim a forrar as paredes da pasta.

O que se conclui? Ein?

Que a minha pasta da escola tinha sempre o agradável aroma a ... iogurte.

Balouçando na escolinha

[E vai daí - ou daqui - que me lembrei disto depois de ler o post de ontem da Me Hate]

Fiz a instrução primária num colégio. Não sei até que ponto o modo de estar era diferente ou não. Nem sei se esta informação é relevante ou não.

Certo dia, estava eu na 3ª classe, distraída - como sempre, despachada da tarefa - como sempre, olhava para a turma no geral - como sempre.

Eu sentadinha na fila da sala, na minha carteira que era enoooorme (hoje se olhar para ela deve ser minúscula) que estava ao lado da porta e na porta, encostada à ombreira, a minha querida Micanda a falar com outra professora, se não estou em erro a Luísa (essa nunca foi minha professora).

Estava eu despachada dos afazeres e comecei a balouçar a cadeira nas pernas de trás. Um balancinho pequeno. Outro um bocadinho maior e a dada altura as costas da minha cadeira encontraram a carteira do colega de trás, suavemente.

Lembro-me da Micanda dizer que eu devia parar com a brincadeira porque ianda caía e lembro-me de, teiosamente, dizer que não.

Baloucinho, balouçadela, balancete, baloução, a mesa de trás a ir-se desviando aos poucos e catrapum, Vanda no meio do chão.

Foi giro e aprendi a lição.

(E daí talvez não)