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segunda-feira, abril 27, 2009

Alunos engraçadinhos.. ah pois era!

Estávamos numa aula de computação aplicada à geologia. O programa a aprender era o mais que arcaico qbasic.

Exercício de grupo, escrever uma linha de comandos que executasse a classificação de um triângulo de acordo com os seus ângulos internos.
Teríamos que inserir valores de ângulos e pela relação entre esses valores ele classificaria o triângulo como equilátero, isósceles ou escaleno. Para valores cuja soma fosse superior a 180º o exercício dizia para escrever na linha de comandos "Por favor insira novos valores" (ou algo muito parecido).

Aqui a menina, com a mania que é engraçadinha e farta de monotonias sugeriu ao grupo, todo ele muito engraçadinho também, que substituíssemos "Por favor insira novos valores" por "És parvo ou o quê?". Achámos que este "És parvo ou o quê" se enquadrava muito melhor, dado o tema...

Depois de ter o programa a correr iríamos testá-lo com uns colegas que tínhamos a certeza que iam pôr valores ao calhas sem pensar na soma total e iria aparecer um "És parvo ou o quê" [com o detalhe de estar cheio de pontos de interrogação e exclamação].

Mas... eis que uma coisa correu mal no nosso programa. Bem que o púnhamos valores mas o ecrã estava sempre negro. Tanto tentámos sem sucesso que chamámos o professor sem sequer nos lembrarmos da nossa subtil alteração.

O problema (imediatamente identificado pela "autoridade") do nosso comando foi que estávamos a ordenar "CLS" depois do resto do programa e vai daí que o programa corria e imediatamente limpava o ecrã e ficava tudo negro, de ecrã limpinho (era muito bem mandado e asseado este CLS).

Vai daí que o professor emenda, reescreve e executa com uns valores totalmente estapafúrdios.

Imediatamente aparece no ecrã «És parvo ou o quê??!!».

Meio segundo depois, se tanto, diz o professor: acho que o vosso programa já está a correr como deve ser.
E levantou-se e foi embora. E nós... bem.. levantámo-nos, saímos da sala, rimos que nem uns perdidos, voltámos a entrar e no fim pedimos desculpa ao professor e explicámos que não tinha sido intencional para ele.
Como acabei o curso deduzo que não tenham ficado ressentimentos.

sexta-feira, março 27, 2009

Peladjus in Santux

Ora acho que correria o ano de 1996, era o primeiro ano de faculdade, segundo semestre, a C. não conseguiu ficar na nossa turma.

O J. tinha carro, o resto nem carta...

Encontrávamos-nos onde? Em Santos. Cais do Sodré / Santos. 7 e pouco da manhã.

Se bem me lembro era o J. a conduzir, eu , o N., o R., e o T.
Não me devo lembrar assim tão bem porque não me lembro bem se o T. se chamava T.. Paciência.

E lá íamos nós fosse para que praia fosse da linha para ter aulas de geologia - partir calhau, mas isso era com o V. - enquanto tudo estava a apanhar solinho e a trabalhar pró bronze.

Isso é que foram bons tempos.

Lá íamos nós os 5 a cantar Mamonas Assassinas que nem uns doidos varridos.


sexta-feira, março 20, 2009

Curso de espeleologia

Está a fazer algures em Março (creio que 11 e 12 / 18 e 19) 9 anos que eu, a C. e a B. fomos fazer um curso de espeleologia, dois fins de semana, muito entusiasmo, uma esperança (vã) de utilização prática.

Quantas imensas fantásticas boas e más recordações tenho desse curso!

Sem dúvida uma memória a desenvolver.

Mas deixo aqui este episódio hilario-humilhante da minha pessoa.

Por esta altura andava eu durante a semana a tratar de véus e grinaldas (mentira, era só véus) e ao fim de semana ia para o curso, lá para trás donde o diabo perdeu as botas.

O primeiro fim de semana consistiu em aprendermos técnicas de escalada. Fomos treinar esta técnica numa esscarpa, aquilo devia ter uns 30 metros de altura, era uma reentrância na rocha com uns 25 e uma superfície rija de calcário mais saliente com uns 5.


E entre todos os colegas que já nem me lembro quais foram lá vão a boa da C., da B. e eu. a subir tuca-tuca-tuca-por ali acima, entusiasmadas e tal e coiso.

Chegadas lá acima toca de descer e passar a corda a outro e não ao mesmo.

E eu que nem tenho vertigens começo a olhar cá para baixo e nem pensar. No way, nem pensar que me apanhavam a descer aquilo.
Tinha que "dar as costas" à escarpa, pôr os pés na parte saliente da rocha, descer aos "saltinhos" aqueles 5 metros e depois... depois é que a porca torcia o rabo! Sentar-me no ar, literalmente, sem apoio nenhum, com um "cordel" a suportar o meu peso. Fiz a primeira tentativa, e entrei em pânico e agarrei-me à rocha e sem saber como nem porquê lá me vi achada outra vez em cima da escarpa. Um bocadito mais arranhada e tal.

Ora isto foi sucedendo do mesmo modo um sem número de vezes, os colegas iam e vinham e eu ali sentadinha a olhar a pensar como é que ia descer. Digamos que em cima da escarpa não havia muito espaço mas eu já imaginava um saco cama e um helicóptero a trazer-me comida uma vez por semana e fazer xixi num bacio. Sim, porque a dada altura comecei a ficar imensamente aflita para ir à casa-de-banho.

Alguém entretanto avisa-me que o Thunder me estava ligar. Óh bolas... e eu ali em cima. Pedi para atenderem e dizer que se clahar não ia haver casamento porque eu não conseguia descer dali.

Entre risos humorísticos e meio histéricos a vontade de fazer xixi era cada vez maior.

Motivada pela vontade de fazer xixi lá acabei por descer.

E querem saber que mais? Depois de fazer o meu xixizinho e ter aliviado a quantidade de roupas (que entretanto o calor começou a apertar) tomei-lhe o gosto e não queria outra coisa. Subir - descer - subir - descer.. Afinal era simples e absolutamente fantástico!