terça-feira, julho 07, 2009

Mais uma da avó paterna

Certo dia e já não sei bem a respeito de quê, a meio de uma conversa sai-se a minha avó com esta:

- Eu não sou racista: acho que devíamos ser todos brancos.


E pronto. Ficámos sem saber se havíamos de rir ou não!

segunda-feira, julho 06, 2009

Reciclagem

Lembro-me que as primeiras "febres" da reciclagem apareceram quando eu teria os meus 10/11 anos, qualquer coisa por aí mais ano menos ano.

Lembro-me dos slogan "Vidro velho vira novo" e que o vidrão era um contentor arredondado verde para o vidro de cor e branco para o vidro transparente.
Era capaz de jurar que foi recebido com vergonha e desconfiança, e que as pessoas olhavam de lado para "aqueles comunistas, olhem práquilo, aqueles monstros em cima do passeio se tem algum jeito, olhem bem aqueles caixotes do lixo, mania das ecologias" que se atreviam a ir deitar qualquer coisa no vidrão.

Era difícil convencer pais e avós a porem garrafas num saco à parte, lembro-me de muitas vezes ir ao lixo às escondidas para tirar os vidros e pôr no vidrão.
Também era difícil fazer compreender que o vidrão era apenas para isso, para o vidro e não para deitar papéis oulatas ou o que fosse.

Não, por muita publicidade, por muitos alertas, por muito tudo as pessoas simplesmente não estavam preparadas para acolher o espírito da reciclagem.

Depois do meu avô morrer a minha avó foi morar para nossa casa, e começou a pôr no lixo as garrafas que eu separava. E começou a querer ser ela a levar o lixo, fazia parte das coisas que ela precisava fazer por ela mesma, mais para se sentir útil que para outra coisa.

Foram meses (até anos) de"guerra": ela a pôr as garrafas no lixo, eu tirar, eu a vigiar o caixote, ela que levava os dois sacos individualizados para não termos guerras mas depois deitava tudo no lixo na mesma... até que um dia perguntei-lhe e fez-se luz:

- Ó 'vó, porque é que te custa tanto deitar as garrafas no vidrão?
- Coisas minhas.
- Mas 'vó: não chegas lá? É pesado? O que é? Antes eu levava, depois quiseste ser tu a levar mas misturas tudo, ao menos deixavas-me eu levar!
- Olha, queres mesmo saber?
- Quero.
- Eu deitava como tu me disseste. Eu deitava, pois deitava. Até que descobri que aquilo não serve para nada.
- Não serve para nada??
- Não. No outro dia aquilo estava vazio, eu deitei a garrafa e ela partiu-se no fundo. Assim todas partidas já não dá para encher outra vez!

Explicar não só como se usam as coisas mas como é que elas funcionam pode fazer toda a diferença.


Sim, depois de eu lhe explicar o processo ela recomeçou a levar as garrafas para o vidrão.

sexta-feira, julho 03, 2009

Épocas de esperança

Há 2 anos tinha passado um dia do início de um processo de esperança.

O ano passado faltava um dia para iniciar um novo processo.

Este ano falta data. Há que criar esperança para a esperança.

terça-feira, junho 16, 2009

Ah, ah, ah minha machadinha,
ah, ah, ah minha machadinha,
quem te deu a mão sabendo que és minha,
quem te deu a mão sabendo que és minha,

Sabendo que és minha também eu sou tua,
sabendo que és minha também eu sou tua,
salta machadinha para o meio da rua,
salta machadinha para o meio da rua,

No meio da rua não hei-de eu ficar,
no meio da rua não hei-de eu ficar,
hei-de ir à roda escolher o meu par,
hei-de ir à roda escolher o meu par,

Escolher o meu par - já eu sei quem é,
escolher o meu par - já eu sei quem é,
é um rapazito chamado José,
é um rapazito chamado José,

Chamado José, chamado João
chamado José, chamado João,
é o rapazito do meu coração,
é o rapazito do meu coração.



(Quem é que inventou esta letra / música???)

segunda-feira, junho 15, 2009

Sobre livros intermináveis

"O rinoceronte do papa" está quase (tipo a um niquinho de nada de tempo) de ser ultrapassado pelos "Maias". Só falta um anito.
Não sei quantos anos passaram desde que aquelas capoeiras não ouviam cacarejar, desde que o último galo reinou naqueles espaços, desde que daquela terra brotaram morangos, feijão-verde, tomate, abóbora... entre tantas outras coisas.

Não sei quando foi. Mas foi há muitos anos.

O quintal estava bonito, arranjado, vivo. Mas o que foi não volta a ser.

quinta-feira, junho 04, 2009

História prometida

À conta das férias que vou ter para a semana lembrei-me de uma história (porque a conversa é como as cerejas, certo?) que prometi contar à Ovito.

Certo dia, aqui há uns anos, o Thundercouple foi contactado por um grupo privado de turismo/viagens/hotéis, tanto insistiram que fomos lá ver o que nos queriam vender.

Patati-patatá-blá-blá-blá-conto-do-vigário-banha-da-cobra-etc, aqui o Thundercouple deve ter sido dos clientes mais difíceis de aliciar fosse com o que fosse. Ou não fôssemos nós uns pobretanas muito conscienciosos de que não têm sítio onde cair mortos.

Conversa vai-conversa vem, aliciamento daqui-aliciamento para ali, o promotor alicia-nos com a ... FANTÁSTICA... MAGNÍFICA... SOBERBA... IRRECUSÁVEL (achava ele) proposta de... desconto em alojamento nas férias:
(Promotor sempre com ar muito encorajado e nada rendido aos nossos constantes "nãos")

Promotor - (...) então e onde costumam ir passar férias?

Nós - Ao Alentejo.

Promotor - Temos lá serviços.. e o que dizem a ter desconto na vossa estadia?

Nós - Pagam-nos para irmos de férias?

Promotor - ??

Nós - Vamos para casa de família onde não pagamos nada.

Promotor - E não querem desconto??



E foi mais ou menos nesta fase que ele reparou que não adiantava perder nem mais um minuto connosco e que quase 2 horas já tinha sido muito.