quarta-feira, abril 29, 2009

Just to keep in mind

Balanço de 3 semanas de "home alone"

- Cintos de segurança dianteiros
- 2 caixas de arquivo grandes
- Varão + cortinado
- 2 frascos de sumo concentrado
- Tecla "caps lock"
- Dicionário Português - Português de mil novecentos e troca o passo
- 1 par de lençóis
- 1 coberta de colchão
- 1 caixote do lixo
- 1 carro de apoio de cozinha
- 1 cassete de vídeo
- 3 camisas
- 1 ombreira de porta
- 1 vídeo-porteiro
- 1 volume de enciclopédia
- 1 caixa de acendalhas
- 1 albúm de fotografias
- 1 cinzeiro
- 1 caixa de pão


[Lista a actualizar, com certeza]

terça-feira, abril 28, 2009

Lua-de-mel

Porque fez há duas semanas anos que casei e há memórias que se avivam e porque a Pepper vai casar em breve e pedia sugestões, lembrei-me de uns detalhes "engraçados" da Thunder-honey-moon.


O Thunder ganhava mal, eu ainda estudava e o dinheiro não era muito. Nunca marcámos sítio nenhum de lua-de-mel, ficou decidido que iríamos passar os dias à casa do meu pai no Alentejo, casa que já me conhece desde que nasci e já conhecia tão bem o Thunder.

Chegámos lá no domingo. Na 3ª feira o meu pai apareceu lá porque tinha que ir tratar de uns assuntos. Depositou-nos o meu irmão (o do meio, na altura com 11 aos) e deu de frosques. Ainda perguntámos se vinha almoçar mas só respondeu que não sabia. Nem sequer sabia se ia lá ficar para o dia seguinte.

No fim de semana seguinte foi a Páscoa. Os meus tios por parte da minha mãe têm uma casa também nesse sítio (coincidências muito coincidentes da vida) e foi uma romaria para passarem lá a Páscoa: a minha mãe, o meu padrasto, os meus avós, os meus tios, o mais velho dos meus irmãos...


Enfim, tivemos uma lua-de-mel muito sui generis, como já perceberam.

segunda-feira, abril 27, 2009

Alunos engraçadinhos.. ah pois era!

Estávamos numa aula de computação aplicada à geologia. O programa a aprender era o mais que arcaico qbasic.

Exercício de grupo, escrever uma linha de comandos que executasse a classificação de um triângulo de acordo com os seus ângulos internos.
Teríamos que inserir valores de ângulos e pela relação entre esses valores ele classificaria o triângulo como equilátero, isósceles ou escaleno. Para valores cuja soma fosse superior a 180º o exercício dizia para escrever na linha de comandos "Por favor insira novos valores" (ou algo muito parecido).

Aqui a menina, com a mania que é engraçadinha e farta de monotonias sugeriu ao grupo, todo ele muito engraçadinho também, que substituíssemos "Por favor insira novos valores" por "És parvo ou o quê?". Achámos que este "És parvo ou o quê" se enquadrava muito melhor, dado o tema...

Depois de ter o programa a correr iríamos testá-lo com uns colegas que tínhamos a certeza que iam pôr valores ao calhas sem pensar na soma total e iria aparecer um "És parvo ou o quê" [com o detalhe de estar cheio de pontos de interrogação e exclamação].

Mas... eis que uma coisa correu mal no nosso programa. Bem que o púnhamos valores mas o ecrã estava sempre negro. Tanto tentámos sem sucesso que chamámos o professor sem sequer nos lembrarmos da nossa subtil alteração.

O problema (imediatamente identificado pela "autoridade") do nosso comando foi que estávamos a ordenar "CLS" depois do resto do programa e vai daí que o programa corria e imediatamente limpava o ecrã e ficava tudo negro, de ecrã limpinho (era muito bem mandado e asseado este CLS).

Vai daí que o professor emenda, reescreve e executa com uns valores totalmente estapafúrdios.

Imediatamente aparece no ecrã «És parvo ou o quê??!!».

Meio segundo depois, se tanto, diz o professor: acho que o vosso programa já está a correr como deve ser.
E levantou-se e foi embora. E nós... bem.. levantámo-nos, saímos da sala, rimos que nem uns perdidos, voltámos a entrar e no fim pedimos desculpa ao professor e explicámos que não tinha sido intencional para ele.
Como acabei o curso deduzo que não tenham ficado ressentimentos.

quinta-feira, abril 23, 2009

Na fotocopiadora

A. - Por acaso não queres tirar mais umas fotocópias?
Eu - De quê?
A. - Deste ... livro!
Eu - Todo?!
A. - Sim
Eu - Quanto é que pagas?
A. - 10 euros
Eu - Feito.
A. - 'Tás a sério?
Eu - Tu 'tás?
A. - Eu 'tou, detesto tirar fotocópias.
Eu - Eu também [estou a sério]. Não me chateia nada tirar e muito menos receber os 10 euros.

Aperto de mão. Acordo selado.

terça-feira, abril 21, 2009

Mais uma volta, mais uma viagem*

* Título de hoje da Tita, Pensamentos a metro

Seria impossível não me redordar porque motivo não ponho os pés nos carrinhos de choque. Em cerca de 25 anos andei uma vez e gostei, mas as condições foram as perfeitas. A pista era do nosso grupo e todos sabiam o meu medo. Por isso foram muito meiguinhos comigo e sim, diverti-me. Mas não me apanham lá.

Porquê?

Traumas de infância, é o que é!

Teria eu uns 7 ou 8 anos. Estava na terra do meu avô, como sempre que estava de férias e lá estavam os típicos carrinhos de choque.
Sei que estava a andar com o meu pai. Sei que houve um embate frontal muito violento. Sei que fui projectada para a frente, não saltei do carro mas quase, bati com a cara no ferro.

O resultado foi muito muito mau, não parti o nariz mas não me safei de umas horitas deitada com gelo na cara porque a hemorragia não parava.

Lembro-me de outras coisas que preferia não lembrar mas isso agora não interessa nada e se o Sr. Alzheimer vier ele que venha e me leve esta recordação em troca de me deixar ficar outras melhores!

segunda-feira, abril 20, 2009

Memórias de uma semana de cão (versão da dona*)

Dia 1 (5ª feira 9 de Abril): ok, tirando ter ficado TODA a manhã a ladrar à porta de casa e a fazer uma barulheira para o prédio todo até correu bem. Não destruiu nada. De tarde fechou-se na dispensa. Foi chato, ficou assustadíssimo.

»Mete-se o fim-de-semana da Páscoa»

Dia 2 (Domingo de Páscoa): apesar de estar habituado a ficar dentro do carro, há 9 anos que é assim, resolveu dar um arzinho da sua graça e roer os cintos de segurança. Pipas de massa em cintos novos.

Dia 3 (2ª feira 13 de Abril): deixei-o fechado na cozinha, esqueci-me de tirar o cinzeiro de cima da mesa. O resultado de ter puxado a toalha foi chegar e ter o cinzeiro partido no chão, a caixa do pão (e o pão) no chão e um cão aos saltos junto aos cacos e eu aflita para ele não se cortar. De tarde resolveu brincar com o caixote do lixo e virá-lo.

Dia 4: outra vez fechado na cozinha. Caixote do lixo sem saco para no caso de ele o virar não ficar tudo sujo. Tirando roer umas embalagens vazias de cartão e ter roído o pedal do caixote do lixo correu tudo ok.

Dia 5: Tudo ok, que me lembre... tudo ok.

Dia 6: Idem. Excepto que abriu a porta da cozinha e saiu. Vá lá vá lá que estava tudo inteiro.

Dia 7: Deixei-o na cozinha mas trancado. Até correu tudo bem. Lá se farta de ladrar e tal, rouco à brava mas tirando isso tudo ok.

»Mete-se o fim-de-semana«

Dia 8 (2ª feira 20 de Abril): Lá ficou até sossegadito. Quando cheguei estava a ladrar, para não variar. Quando destranquei a porta da cozinha.. oh my god... tinha deitado abaixo uma prateleira de um carro de apoio que tinha dois frascos de sumo concentrado. Não preciso descrever o resultado... pois não?
Cão para a banheira e limpar a cozinha do sumo e dos cacos. Foi bonito, foi...

Cão Nunes, é só prejuízo e juízo nada!

[Up-date: como a cozinha ficou demasiado limpa à hora de almoço durante a tarde entreteve-se a furar um pacote de leite. Ao menos assim ficou suja outra vez! Uma vez limpo eu, outra vez limpa o Thunder.]


* A versão do cão será publicada no sushi

18 Abril de 2008

E a nossa vida estava prestes a dar uma cambalhota dupla ou tripla. Mas não: deu uma cambalhota e endireitou-se. A nossa vida enditreitou-se, a vida do meu sogro nem por isso, ele sim ainda anda às cambalhotas.

Dia 18 de Abril estávamos prestes a entrar no Pavilhão Atlântico quando recebemos o telefonema da ex-madrasta do Rui. E foi assim que dia 19 o pai dele se mudou para nossa casa onde esteve um mês, mais coisa menos coisa.

A nossa vida recuperou mas a dele nunca mais foi a mesma. Ainda hoje me pregunto como foi possível ter acontecido o que aconteceu.