segunda-feira, agosto 10, 2009

Concertos sem conserto

A 6 de Fevereiro de 1994, quando os Nirvana vieram ao Dramático de Cascais e eu não pude ir ver, prometi que não iria falhar mais concertos que fossem importantes para mim.

Foi com esse espírito que cheguei a ver algumas bandas mais que uma vez ao vivo, porque me dizem realmente qualquer coisa, prefiro ir ver uma banda que já vi do que ser uma "papa-concertos", "Maria-vai-a-todos" que vai por dizer que foi.

Não, eu não sou assim tão velha mas posso dizer que ainda sou do tempo em que vir uma banda actuar em Portugal era um verdadeiro acontecimento, uma coisa que todos esperavam ansiosamente e não a banalização que é hoje de "ah, e tal, se não for ver neste festival vou no próximo. E tu? Ah, eu prefiro ver em recinto fechado, não gosto muito de festivais". E pronto, a opção é tanta que ver uma banda ao vivo é quase tão banal como ir ao cinema, senão mais.

Mas já me estou a afastar da linha de pensamento - linha anterior que devia estar noutro blog porque este é apenas para memórias e não para divagações - e a somar a 15 de Março de 2008 vem este sábado 8 de Agosto marcar uma sensação semelhante à que senti a 6 de Fevereiro, com menos raiva e mais conformismo (os mais de 30 anos já se fazem notar na digestão dos sentimentos) e visto que ninguém ainda morreu com esperança de uma outra oportunidade, quem sabe?

Entretanto vou vibrando com isto





(Nirvana, "Lithium", 1991)



(Fullmoonchild, "Red Queen", 2004)



(Faith no More, "Stripsearch", 1997)

1 comentário:

Tuxa disse...

Percebo perfeitamente!
Também eu fiquei desiludida mas nao como noutros tempos. Ha uns anos, perder um concerto significava o risco de NUNCA mais se voltar a ter semelhante oportunidade.... e a idade ajuda, sem duvida! Bjs